Ações anteriores foram voltadas à articulação e à valorização de saberes vivos, como o artesanato, a soberania alimentar e as tecnologias sociais.
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No dia 7 de março, acontecerá a abertura da exposição Cartografias do Pertencer, com curadoria da Agente Territorial de Cultura (ATC) Ana Flor. A mostra conta com um conjunto de obras de artistas visuais da região de Cristal, no sul do Estado. Participam a jovem artista mbyá guarani Kuaray Mirim e a artista neurodivergente Andrielle Teixeira, entre outros. Esta é a terceira ação estruturada da ATC, que propõe a realização de uma exposição de artes visuais como estratégia de leitura sensível e crítica do território, compreendendo a cultura como dimensão constitutiva da vida social, das identidades e das formas de pertencimento. 

Ao mobilizar produções artísticas autorais que dialogam com memórias, saberes, afetos e modos de vida locais, a ação busca ampliar a percepção do território para além de sua dimensão geográfica, reconhecendo-o como espaço simbólico, político e cultural. Nesse contexto, as artes visuais operam como ferramenta de cartografia social, possibilitando que narrativas, experiências e sujeitos historicamente invisibilizados ganhem visibilidade e reconhecimento.

A proposta articula fruição estética e participação social, especialmente por meio de uma atividade formativa na abertura, estimulando as pessoas participantes a construírem coletivamente uma cartografia afetiva e cultural. Dessa forma, a ação contribui para o fortalecimento do vínculo entre comunidade e território, para a ampliação do entendimento da cultura como direito e para a consolidação de práticas culturais colaborativas e sustentáveis, ancorada nas artes visuais como linguagem impulsionadora de reflexões.

A abertura da exposição terá uma tarde de programação que contará com oficina coletiva, uma atividade de mapeamento comunitário e um círculo de cultura com a temática: a PNAB chegou! 

Ações continuadas

A exposição aprofunda o processo de territorialização da cultura iniciado por meio da escuta comunitária, da circulação de informações sobre políticas culturais e do fortalecimento de redes locais, especialmente de mulheres e comunidades tradicionais. Se nas etapas anteriores a ênfase esteve no acesso, na articulação e na valorização de saberes vivos, como o artesanato, a soberania alimentar e as tecnologias sociais, nesta ação esses elementos reaparecem como temas visuais e simbólicos que compõem as cartografias do território, abordando temas como memória, pertencimento, modos de vida, práticas de cuidado, trabalho, ancestralidade, meio ambiente e protagonismo feminino

Dessa forma, a exposição consolida a compreensão da cultura como direito ao evidenciar que ela não se restringe a produtos artísticos formais, mas se manifesta nas práticas cotidianas, nos vínculos comunitários e nas formas pelas quais os sujeitos produzem sentido, identidades e possibilidades de um futuro mais fértil em seus próprios territórios simbólicos. A atividade prevê a oficina: mapa afetivo – criação coletiva ativar a memória, o pertencimento, os modos de vida, a ancestralidade e o meio ambiente para criar uma obra coletiva – Evento Cartografias do Pertencer

Para participar, é preciso se inscrever no link: https://www.alumiar.art.br/event-details/mapa-afetivo-criacao-coletiva