Encontro do Programa Nacional dos Comitês de Cultura reuniu agentes de todas as regiões do país.
Foto: Carol Lando/ MinC

Evento aconteceu entre os dias de 16 e 19 de novembro com a presença de agentes territoriais de cultura, equipes dos comitês e gestores

Unir esforços, compartilhar saberes, construir políticas públicas de forma democrática e ver a história sendo escrita: quem participou do 1º Encontro Nacional dos Comitês de Cultura, realizado em Brasília de 16 a 19 de novembro, fez parte de tudo isso e muito mais. 

Com a presença em peso dos Agente Territoriais de todas as regiões do país, além dos representantes dos Comitês estaduais e diversas personalidades do Ministério da Cultura (Minc) o evento proporcionou quatro dias de integração e destacou a força do Programa Nacional de Comitês de Cultura (PNCC), levando para a capital federal a diversidade dos territórios e reforçando o compromisso com o acesso às políticas culturais em todas as regiões do Brasil.

A programação contou com diversas atividades e também com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de representantes de diversos ministérios. A secretária de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, Roberta Martins, ressaltou que o evento foi fundamental para consolidar redes, fortalecer vínculos e projetar o futuro da política cultural de forma coletiva, responsável e democrática.

Para Mari Martinez, coordenadora do Escritório Estadual do MinC no RS, o encontro foi a consolidação do convite do Ministério da Cultura à sociedade de nacionalizar oportunidades e diretos. “Durante estes dias nos fortalecemos, agentes, comitês e escritórios como rede de inteligência coletiva na formulação de políticas públicas e movimento estratégico para seguir construindo um país mais justo, inclusivo e democrático em todas as suas regiões”, pontuou. 

Para André de Jesus, um dos coordenadores metodológicos do Comitê de Cultura no RS, A participação de todos e todas foi fundamental para dar ao momento a dimensão conceitual e prática do que se espera de um programa de participação social pensado no campo progressista. Para ele, é importante  “animar o povo” para realizar as mudanças necessárias na sociedade, tornando-a mais justa e igualitária.

Já para Eduardo Peixoto, Agente Territorial de Cultura do RS, o evento oportunizou o debate entre diversas áreas, como saúde, educação e cultura, em prol da construção de uma rede colaborativa para a consolidação das políticas públicas.

Plano Nacional de Cultura: um novo capítulo na história brasileira 

Assinatura do decreto do Projeto de Lei que institui o Plano Nacional de Cultura. Foto: Filipe Araújo / MinC

Um dos momentos mais marcantes do evento foi o envio ao Congresso Nacional do texto do novo Plano Nacional de Cultura (PNC), documento que orientará a formulação e execução das políticas culturais pelos próximos dez anos. Segundo o presidente Lula, a entrega simbolizou a realização de um sonho: transformar a cultura em um movimento de base, capaz de mobilizar comunidades em todo o país.

A solenidade de entrega contou com a participação da socióloga e primeira-dama Janja da Silva; dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação); além da presidente da Comissão de Cultura da Câmara, deputada Denise Pessoa. Também estiveram presentes dirigentes do Sistema MinC, parlamentares, agentes territoriais de cultura e representantes dos comitês.

Outra novidade foi o anúncio feito pelo ministro Guilherme Boulos de uma plataforma para que a população participe da construção do orçamento federal. Boulos também falou sobre a importância que o Governo Federal dá aos agentes territoriais como uma forma de promover a participação social mais direta nas políticas públicas. 

“Temos que ter um governo capilarizado, dialogando com o povo, numa relação de mão dupla. Nós precisamos ter sempre a humildade de ouvir o nosso povo, as suas demandas, as suas crenças, seus valores e trazer isso para Brasília. É levar o que a gente acredita e trazer as insatisfações, as percepções populares. É assim que a gente aprofunda a democracia”, declarou.